segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Catedral de San Salvador é invadida por guerrilheiros

Arcebispo salvadorenho garante que não usará força para desocupar Catedral
Informação da Rádio Vaticano



San Salvador (RV) - Pelo segundo domingo consecutivo, a tradicional Eucaristia dominical teve que ser celebrada fora da Catedral Metropolitana. O Arcebispo da Arquidiocese de San Salvador, Dom José Luis Escobar Alas, teve que presidir a missa na Basílica do Sagrado Coração, onde concedeu coletiva aos jornalistas.

O Arcebispo pediu este domingo aos ocupantes da Catedral Metropolitana que a deixem o quanto antes. O principal templo católico de El Salvador está ocupado por membros da ex-guerrilha, sindicalistas e veteranos de guerra desde o último dia 10.

O objetivo dos ocupantes é atrair a atenção para suas reivindicações, principalmente a reintegração de 190 membros ao corpo da Polícia Nacional Civil (PNC).

Outro pedido é a revisão dos benefícios outorgados depois da assinatura dos Acordos de Paz, sobretudo da pensão econômica que recebem desde então.

Para o Arcebispo Metropolitano, a atitude dos ex-combatentes – pelo método utilizado – não têm justificativa, porque “invadir um templo é um desrespeito a Deus e uma desconsideração ao direito de culto popular”. No entanto, Dom José Luis garante que não será usada força para desalojá-los.

“Sabemos que estas pessoas sofrem, que passam necessidades. Não concordamos com a forma de protesto e, assim, fazemos um chamado a que se retirem espontaneamente” – clamou.
(CM)


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domingo, 22 de janeiro de 2012

Deputado Clodovil fala à Frente Parlamentar LGBT em 2007

Caros leitores; sempre que a Igreja ou um seu representante pronuncia-se em relação ao homossexualismo é a mesma história: um revoltado ou outro alega uma série de motivos para desautorizar o Magistério Sagrado (evidentemente esses protestos não têm a mínima possibilidade de alterar a Razão e a Verdade eternas). 
Por caridade, no entanto, darei a palavra não a um católico, mas ao Deputado Federal Clodovil Hernandez (eleito para a Legislatura passada e já falecido), ele próprio homossexual e não católico, expressando suas opiniões no gozo das liberdades constitucionais de um país livre.   

sábado, 21 de janeiro de 2012

200 mil Católicos vão às ruas no Rio de Janeiro para festejar São Sebastião

Ontem, 20 de Janeiro, dia de São Sebastião, a cidade do Rio de Janeiro viu suas ruas inundadas em demonstrações de fé de milhares de fiéis católicos (Fato significativo em se tratando do Rio de Janeiro). São Sebastião é o padroeiro da cidade e do estado, em que diversas celebrações, procissões e festejos tiveram lugar.

A mais significativa foi, no entanto, a procissão conduzida pelo arcebispo metropolitano, saindo da  Igreja de São Sebastião (dos Capuchinhos) em direção à Catedral Metropolitana, com 200 mil fiéis. “Reunir 200 mil pessoas na procissão e outras tantas nas várias comunidades por toda a Cidade mostra o carinho dos cariocas para com São Sebastião. (...) O povo do Rio de Janeiro vê em São Sebastião alguém que é exemplar e o ajuda a ser melhor” - contou Dom Orani Tempesta segundo informação da Rádio Vaticano. 

O evento contou com a presença de políticos e autoridades civis de vários matizes e crenças ( como o prefeito Eduardo Paes). É notório que, embora nos últimos tempos, políticos e governantes fluminenses, ou ao menos eleitos no estado, tenham se voltando contra os interesses dessa parcela significativa da Sociedade fluminense composta de cidadãos católicos, hajam aqueles que mesmo não professando a mesma fé nem comungando integralmente dos mesmos princípios tenham a lucidez de que representam e devem contas também a essa população ( em um país onde há liberdade de crença e religião).

Mais uma vez, os católicos e sua Igreja deram, ademais, um exemplo de fé, civilidade e amor ao próximo: "Durante todo o trajeto, muitas pessoas fizeram suas doações para as vítimas das enchentes no Estado do Rio. Ao longo dos 13 dias preparatórios a esta data festiva, a Arquidiocese do Rio arrecadou, com a carreata da fraternidade, aproximadamente 10 toneladas de alimentos, além das que foram reunidas durante a tarde de sexta-feira, num grande gesto de solidariedade testemunhado pela população carioca" (Rádio Vaticano).


Fiéis lotam a paróquia de São Sebastião no dia dedicado ao padroeiro do Rio
(Foto: Rudy Trindade/AE; Portal G1)


 



 

A má-fé da imprensa em relação ao Papa

Artigo do blog Visão Cristã, de autoria de Dom Henrique Soares:



Caro Internauta, observe a sujeira e a má-fé da imprensa de modo geral quando se trata da Igreja e do Papa Bento XVI. Leia este trecho da palavra do Santo Padre, discursando para os embaixadores dos países que têm relação com a Santa Sé, no último dia 9 de janeiro:
A educação é um tema crucial para todas as gerações, pois depende dela tanto o desenvolvimento saudável de cada pessoa como o futuro da sociedade inteira. Por isso mesmo, aquela constitui uma tarefa de primária grandeza num tempo difícil e delicado. Para além de um objetivo claro, como é o de levar os jovens a um pleno conhecimento da realidade e, consequentemente, da verdade, a educação tem necessidade de lugares. Dentre estes, conta-se em primeiro lugar a família, fundada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher; não se trata duma simples convenção social, mas antes da célula fundamental de toda a sociedade.
Por conseguinte, as políticas que atentam contra a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade. O quadro familiar é fundamental no percurso educativo e para o próprio desenvolvimento dos indivíduos e dos Estados; consequentemente, são necessárias políticas que o valorizem e colaborem para a sua coesão social e diálogo. É na família que a pessoa se abre ao mundo e à vida e, como tive ocasião de lembrar durante a minha viagem à Croácia, «a abertura à vida é um sinal da abertura ao futuro».
Mais em geral, visando sobretudo o mundo ocidental, estou convencido de que se opõem à educação dos jovens e, consequentemente, ao futuro da humanidade as medidas legislativas que permitem, quando não incentivam, o aborto por motivos de conveniência ou por razões médicas discutíveis.

Muito bem! Estas foram as palavras de Bento XVI. Nem mais nem menos. O que a Revista Veja que está nas bancas (edição 2252, 18/01/2012, na seção “Panorama”) afirmou, fazendo eco à imprensa internacional, seguindo a agência de notícias Reuters? Eis, as palavras da Veja, que se considera séria e imparcial: “Endureceu o discurso contra a união homossexual o papa Bento XVI. O pontífice disse para diplomatas de 180 países que o casamento gay é ‘uma ameaça para o futuro da humanidade’”.
Aqui está! Foi assim com o Discurso do Papa em Ratisbona, na passagem em que se referiu a Maomé; foi assim quando falou da “chaga” que é a situação dos casais em segunda união; aqui no Brasil se afirmou que o Papa dissera que os casais em segunda união seriam uma “praga”; foi assim com outras situações sérias, como a atitude do então Cardeal Ratzinger na questão dos pedófilos que estavam no meio do clero emporcalhando o nome de Cristo e da Igreja! Sempre um modo de denegrir, de truncar a verdade para tornar o Papa odioso.
Só para recordar: é claro que a Igreja e o Papa são contra a união homossexual com status de “casamento”. Ninguém é contrário a que duas pessoas do mesmo sexo, adultas e senhoras de si, livremente queiram viver juntas, inclusive com vida sexual ativa. É pecado? Certamente! É contra os preceitos cristãos? Sem dúvida nem apelação! A Igreja chamará de normal e moralmente positivo tal caminho? Nunca! Mas, ninguém pode impedir a relação entre duas pessoas homossexuais nem deve querer impor nada contra a liberdade de ninguém! A Igreja sequer é contra a que um parceiro tenha direitos de herança, benefício saúde e outros, derivados dessa união. O que os cristãos são contrários é que se dê a esta união um estatuto de matrimônio e de família, pois aí já não se trata de respeitar uma minoria, mas destruir o conceito de família próprio da maioria e no qual se estriba a própria civilização ocidental, já tão ferida e desmoralizada... O raciocínio é simples: se tudo é família; nada é família! É o conceito de família de toda a sociedade que fica prejudicado pela imposição de uma minoria que hoje é poderosíssima! Esta é a posição da Igreja, do Papa e de qualquer pessoa de bom senso.
Minha questão aqui é outra: trata-se da desonestidade da imprensa, que sempre procura, de modo capcioso, deturpar as palavras do Papa para torná-lo antipático e odioso ante a opinião pública. Não me preocupo se o Papa agrada ou não à mídia e aos “papas” da cultura secularizada atual; mas me indigna a sordidez dessa imprensa que se quer passar por isenta e honesta.
Uma sugestão? Escreva à Revista Veja protestando e pedindo uma correção! Envie a cópia do discurso do Papa. Está no site do Vaticano: www.vatican.va. É uma questão de justiça!

 
O Santo Padre discursando aos embaixadores:
nenhuma palavra sobre os homossexuais...



 
Nota: Dom Henrique Soares da Costa, autor da matéria, é Bispo Titular de Acúfica e Auxiliar de Aracaju.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Catequese de Dom Gil Moreira, arcebispo de Juiz de Fora

A Palavra de Deus na Igreja Católica

Nota do blog: o artigo a seguir não contém nenhum extraordinário raciocínio teológico. Tampouco representa uma catequese aprofundada das verdades da Igreja com requintes filosóficos (embora, convenhamos, seja profunda a benevolência de Deus nele expressa e sua centralidade no estabelecimento da Igreja de Cristo ) . Trata-se, pura e simplesmente, de um modesto e trivial ensinamento de Catequese. Todavia, mesmo sendo um conhecimento básico e presumivelmente conhecido de todos os católicos, não o é. Sim, faz parte deses princípios fundamentais da Igreja que são esquecidos e mesmo rechaçados sistematicamente (talvez como via para desautorizar a própria contituição da Igreja e seus ensinamentos). Quem é que já não ouviu um '...se não está na Bíblia não serve' ou 'só a Bíblia basta'? Por isso, aqui se insere esse artigo do arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil, que chega a comover pelo estilo de catequese de paróquia, claro e singelo, mas que torna-se colossal diante da necessidade de ser reafirmado e proclamado a todos os homens de boa vontade; e tanto mais por partir do insígne Dom Gil Moreira. Muito obrigado Dom Gil!   

(...) A Palavra de Deus contida na Sagrada Escritura ocupa lugar central na vida dos que crêem em Cristo, pois a Igreja crê e ensina que ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo, na expressão de São Jerônimo (340-420).
Além de crer na Bíblia, a Igreja crê também na Sagrada Tradição e se serve do Magistério Eclesial para crer por inteiro, pois se tudo o que está na Bíblia é verdade, nem toda a verdade está explícita nela. A Bíblia, a Tradição e o Magistério são três instâncias fontes da fé, que andam intimamente unidas, podendo-se afirmar que uma não pode existir sem as outras.  A Constituição Conciliar Dei Verbum, um dos documentos mais importantes do Concílio Vaticano II (1962-1965), afirma que A Sagrada Tradição e a Escritura estão, portanto entre si estreitamente unidas e comunicantes. Pois promanam da mesma fonte divina, formam de certo modo um só todo e tendem para o mesmo fim. Com efeito, a Sagrada Escritura é a palavra de Deus enquanto redigida sob a moção do Espírito Santo; a Sagrada Tradição, por sua vez, transmite integralmente aos sucessores dos Apóstolos a palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos Apóstolos...    Afirma ainda o mesmo Documento e também o Catecismo da Igreja Católica: não é somente pela Sagrada Escritura que a Igreja deriva sua certeza a respeito de tudo que foi revelado. Por isso, ambas, Escritura e Tradição, devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência. (DV 9), (CIC 82).
O Magistério é um serviço indispensável, uma vez que é legítima a pesquisa teológica, mas esta não pode ter, por si só, autoridade sobre a verdade, dependendo, portanto da definição do Sucessor de Pedro ou dos Bispos em comunhão com ele. Sobre isto afirma a Dei Verbum: “Para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja, os Apóstolos deixaram como sucessores os Bispos, a eles transmitindo o seu próprio encargo de Magistério” (DV 7).
A Tradição antecede a própria Bíblia, tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo, pois os textos sagrados somente foram redigidos depois de vivenciados pelas comunidades. No caso do Novo Testamento, os primeiros escritos somente apareceram cerca de 20 anos após a morte e ressurreição de Cristo, sendo, segundo as atuais pesquisas, a 1ª carta de Paulo aos Tessalonicenses o texto mais antigo, escrito não antes do ano 51. Os quatro evangelhos se formaram depois do ano 70, segundo a maioria dos exegetas. Até formar o corpus neo-testamentário passaram-se anos, o que indica, com certeza, que as primeiras comunidades cristãs, até o fim do primeiro século, viveram da Tradição Apostólica. Assim, pode-se afirmar, sem receios, que a organização da Igreja fundada por Cristo, nasceu da Tradição e não propriamente das Escrituras neo-testamentárias.
Não temos uma ‘religião do livro’, mas uma ‘religião da Palavra’, e a Palavra não é uma letra, é uma pessoa, Cristo, segundo afirma João: A Palavra se fez carne e habitou entre nós. (Jo.1, 14).
As próprias Escrituras confirmam o valor da Tradição transmitida pelos Discípulos, antes mesmo que houvessem escritos, como por exemplo, o texto da 2ª carta a Timóteo: Toma por modelo os ensinamentos salutares que recebeste de mim sobre a fé e amor a Jesus Cristo. Guarda o precioso depósito pela virtude do Espírito Santo  que habita em nós. (2Tm 1,13-14).
A Palavra de Deus é vida. Ela é luz para quem caminha!
Os Apóstolos transmitiram aquilo que eles receberam (cf. I Cor 11,23; 15,3), exortam os fiéis a manter as tradições que aprenderam seja oralmente seja por carta (cf. II Tess. 2,15) e a combater pela fé uma vez transmitida aos santos (cf. Jd 3).




Por Dom Gil Antônio Moreira; arcebispo de Juiz de Fora (MG) 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Não é católico aquele que se diz católico, mas aquele que vive a doutrina da Igreja"



Santos: os legítimos exemplos de católicos!
 
Já estamos nos habituando a esse pernicioso costume: sempre que há qualquer (re)afirmação de fé católica, pessoas com interesses escusos e tendenciosos contrapõem-na com declarações de um ou outro João Católico e seu estilo católico alternativo de viver. Chegam a contrapor qualquer figura, respeitável ou não, ao próprio papa ou mesmo aos Santos, como se dissesem: "Esse fulano, mais alinhado aos meus interesses, é mais católico do que os católicos de fato". Doce ignorância! Ou melhor, engenhosa má-fé!

Enquadrados na cultura do Mercado da Fé (segundo a qual pode-se escolher o que se deseja e rechaçar o que não convém na Doutrina de uma religião), pensam ingenuamente que sua posição particular pode alterar o Deposito de Fé a seu bel-prazer. E são, sem dúvida, orgulhosos e soberbos: quereriam certamente dar lições de conduta ao próprio Cristo, embora se digam cristãos (isto é, seguidores de Cristo).

Já escutei várias vezes pronunciamentos do Eminente e insuspeitável Cardeal Eugênio Salles de Araújo (atualmente arcebispo emérito do Rio de Janeiro), em que dizia com extraordinário senso de realidade e amor pela Verdade:  "Não é católico aquele que se diz católico, mas aquele que vive a doutrina da Igreja. Não é doutrina da Igreja interpretada por uma pessoa ou por outra pessoa. É a Doutriona da Igreja que é dada pelo Magistério"  . Oh! Quão proféticas palavras! E é preciso que sejam proclamadas em alto e bom som.

Com efeito, nem o fato de ser religioso (membro de uma congregação religiosa), faz de ninguém maior do que Cristo e, portanto , maior do que sua Igreja e seu Sagrado Magistério, a ponto de questionar e, arbitrariamente, mudar por conta própria a Doutrina e Costume estabelecidos. Que seja bem claro: opiniões  e opções privadas não alteram a Doutrina do Magistério, venham de onde vierem!

O Amor à Verdade é a única e real alternativa. O único impulso capaz de fazer santos: esses sim verdadeiros cristãos e exemplo a quantos queiram; Pois fizeram de Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Santa Igreja a sua máxima: "Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente  meus discípulos, conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará" (Jo 8, 31-32)




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Conheça os novos cardeais da Igreja Católica.

No último dia 06 de Janeiro, o Santo Padre, Bento XVI, anunciou durante o Angelus a convocação de um Consistório público para 18 de Fevereiro, em que procederá à criação de 22 novos cardeais.
Veja quem serão os novos purpurados.

Dos que integram a Cúria Romana temos:



1-Dom Fernando Filoni; italiano, 65 anos, prefeito da
Congregação para a Evangelização dos povos desde o
ano passado. Foi núncio apostólico.












2- Dom Manuel Monteiro de Castro; português, 73, nomeado Penitenciário Maior  no dia anterior ao anúncio de sua elevação ao cardinalato. Diplomata, foi núncio em vários países.








3- Dom Santos Abril e Castelló; espanhol, 76; arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior e Vice-camerlengo da Câmara Apostólica. Foi núncio em vários países possuindo, portanto, experiência diplomática .




 


4- Dom Antonio Maria Vegliò; italiano,73; Presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes. Anteriormente foi Secretário da Congregação para as Igrejas Orientais. Exerceu atividades diplomáticas como núncio em vários países.





5- Dom Giuseppe Bertello; italiano, 69 anos; Presidente da Pontifícia Comissão para o Estado da Cidade do Vaticano e Presidente do Gornadorato do Vaticano. Exerceu extensa atividade diplomática como núncio apostólico em diversos países.



 
     

6-Dom Francesco Coccopalmerio; italiano, 73 anos; Presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos







7- Dom João Braz de Aviz; brasileiro, 64 anos; Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. É arcebispo emérito de Brasília.







8- Dom Edwin Frederik O’Brien; estadunidense, 72; Pró-grão Mestre da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém. Por quase 10 anos foi o Arcebispo Ordinário Militar dos Estados Unidos.







9- Dom Domenico Calcagno; italiano, 69; Presidente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica.









10- Dom Giuseppe Versaldi; italiano, 68; Presidente da Prefeitura para os Assuntos Econômicos da Santa Sé.

Não curiais:



11- Sua Beatitude George Alencherry; indiano, 66; Arcebispo-Maior de Ernakulam-Angamaly dos Siro-Malabares (Índia).









12- Dom Thomas Christopher Collins; canadense, 64; Arcebispo de Toronto (Canadá).


13- Dom Dominik Jaroslav Duka; tcheco, 68; Arcebispo de Praga (República Tcheca).



14- Dom Willem Jacobus Eijk; neerlandês, 58; Arcebispo de Utrecht (Países Baixos).









15- Dom Giuseppe Betori; italiano, 64; Arcebispo de Florença.




16- Dom Timothy Michael Dolan; estadunidense, 61; Arcebispo de Nova York.









17- Dom Rainer Maria Woelki; alemão, 55 anos; Arcebispo de Berlim. 





18- Dom John Tong Hon; chinês, 72; Bispo de Hong Kong.

Possuem mais de 80 anos:




19- Sua Beatitude Lucian Mureşan; romeno, 80 anos; Arcebispo-Maior de Făgăraş e Alba Júlia dos Romenos (Romênia).









20-  Rev mo. Julien Ries; belga, 91. Sacerdote da Diocese de Namur e Professore emérito de história das religiões na Universidade Católica de Louvain.






21- Rev mo. Prospero (Stanley) Grech, O.S.A. Maltês, 86 anos. Docente emérito de várias Universidades romanas e consultor da Congregação para a Doutrina da Fé.



22- Rev mo. Karl Josef Becker, S.J. Alemão, 83; Docente emérito  da Pontifícia Universidade Gregoriana, por longos anos consultor da Congregação para a Doutrina da Fé.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Santa Joana D'Arc e o sonho do retorno da França Cristã.

"Sarkozy disputa Joana D’Arc com oposição meses antes das eleições"
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
06/01/2012 | 13h38 | França

De olho no símbolo usado pelos ultranacionalistas franceses, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, visitou nesta sexta-feira o local onde nasceu Joana D′Arc, uma das figuras mais importantes da história e padroeira do país. Nesta sexta-feira é comemorado o 600º aniversário de seu nascimento.
Com as eleições presidenciais a caminho, Sarkozy tenta se aproximar do eleitorado ao mesmo tempo em que ataca a Frente Nacional, partido de extrema-direita que adotou Joana D`Arc como sua santa padroeira há 20 anos. Liderado por Marine Le Pen, a Frente Nacional também comemorará o nascimento de Joana D’Arc em Paris, no sábado, com a participação de Jean-Marie Le Pen, fundador do partido e pai de Marine.
"Joana não pertence a nenhum partido, nenhuma facção, nenhum clã. Joana é o que a França tem singularmente, e quase universalmente", disse Sarkozy na cidade de Vaucouleurs, após visitar a vila de Domrémy-La-Pucelle, onde Joana nasceu.
O aniversário secular do nascimento de Joana D`Arc, em 6 de janeiro de 1412, não poderia vir em um melhor momento para Sarkozy: seu desempenho nas pesquisas eleitorais continua baixo, apesar ter melhorado nas últimas semanas. O atual presidente francês tenta se afastar de Francois Hollande, candidato do Partido Socialista.
No seu discurso durante a visita, Nicolas Sarkozy tentou aproximar o simbolismo de Joana D`Arc com o centro político:
"Nós devemos continuar... a pensar nela como símbolo de nossa unidade e não deixá-la nas mãos daqueles que gostariam de usá-la para dividir. Dividir em nome de Joana D`Arc é trair sua memória", afirmou, alfinetando os integrantes da oposição.
Em um tom extremamente louvador, Sarkozy descreveu a santa canonizada em 1920 não apenas como uma defensora da França, mas como um ideal internacional da luta por liberdade e como a provedora dos direitos das mulheres, séculos antes do movimento feminista.
"O lugar de Joana D`Arc não é como uma atraente lenda, mas na história da França... Joana é a encarnação das mais belas virtudes francesas", disse, engrandecendo ainda mais a jovem que foi queimada viva aos 19 anos pelos ingleses.
Embora tenha citado o "inglês" inimigo do passado contra quem Joana batalhou na Guerra dos Cem Anos, Sarkozy insistiu que ela representa "o amor de um país sem o ódio dos outros". Ele também fez referências a outras personalidades francesas, como o general Charles de Gaulle, o escritor Victor Hugo e o herói da resistência francesa na Segunda Guerra Mundial Jean Moulin.
Implicitamente ou não, Sarkozy tenta seguir os passos da heroína e posar como salvador do estilo de vida francês das forças arrogantes externas e de uma divisão interna.

Da Agência O Globo

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Caros leitores, lia agora a pouco a manchete acima.

Que sonho! Pensar que na secularizada França os presidenciais disputem junto ao eleitorado sua proximidade a uma das mais exaltadas figuras do Cristianismo, modelo de virtude e santidade: Santa Joana D'Arc. Que bom augúrio!
Não, caro leitor, não estamos sendo ingênuos em nossa apreciação. Sabemos bem a popularidade e importância da referida Santa Católica para os franceses; ao mesmo passo sabemos que se pudessem divorciá-la de sua vida santa, em perfeita conformidade aos desígnios de Deus e de sua Igreja, o fariam. Nem nos parece que, no discurso do Presidente Sarkozy (ou ao menos nos trechos destacados na matéria), haja interesse em sua figura de modelo de virtudes. É, antes, um ícone nacional, uma heróina patriótica, igualável a De Gaulle ou Victor Hugo; mas, ainda assim, uma figura cristã!
Portanto, é significativo o que se contempla: "O lugar de Joana D`Arc não é como uma atraente lenda, mas na história da França... Joana é a encarnação das mais belas virtudes francesas". As mais belas virtudes francesas são, sem dúvida, sua identidade cristã histórica. Se o atual estado de secularismo não o permita ver... um pouquinho de racionalidade demostrará! 
É significativo que a sociedade francesa se depare com uma disputa em torno de Joana D'Arc (queiram ou não: a SANTA), quem sabe os jovens, sobretudo, não se sintam instigados a descobrí-la para além da lenda da revolucinária.  Quem sabe um dia, a partir daqui, não queiram conquistar o eleitorado seguindo o exemplo de virtude e santidade de JOANA.
Eu sei: parece um alucinado desvario...um sonho insano... para além da realidade. Bom, em um mundo louco onde a Verdade é comparável a uma peça decorativa de museu, tudo é possível. Ademais, no plano sobrenatural tudo é possível; leia-se a história de Santa Joana D'Arc e se verá!
Santa Joana D'Arc, libertadora da França (ontem e no amanhã), rogai por nós!